quarta-feira, 1 de abril de 2009

Peça de quebra-cabeça...

Esta fotografia; é mais uma peça perdida do meu quebra-cabeça familiar. Eu sei apenas que este homem é mais um Souza, que é meu parente por parte de mãe, teria sido influente social e politicamente.
Sem que eu me desse conta; as histórias acabaram chegando ao meu conhecimento. Seja através dos relatos familiares ou via documentos, como essas fotografias por exemplo. Na realidade, eu deveria fazer uma pesquisa antes de relatar aqui. Mas estes relatos, são a partir da minha visão particular, ficam mais interessante dessa forma. Pelo menos, para mim! Eu pretendo pesquisar a nossa árvore genealógica, para tentar descobrir onde estamos inseridos; como familaires direto de Tomé de Souza. A nossa ligação sanguínea é um fato, não nos resta dúvida. Porém; em qual momento isso acontece? E quem seriam os outros, que ficaram fora da notoriedade histórica? Que importancia eles também tiveram no desenrolar dos fatos históricos?
Quando criança eu adorava ouvir as histórias contadas pelos meus pais. O meu pai sempre foi voltado aos fatos históricos e políticos. A minha mãe era mais contida; era mulher simples, de fino trato, voltada a leitura e fazia papel de enfermeira, na vila de pescadores. Inclusive, fora responsável pelos relatórios semanais da igreja a qual frequentávamos. Sem perceber, eu aprendia observando estes exemplos diários. As pessoas que conheceram verdadeiramente, os meus genitores; rasgam elogios emocionados sobre eles. Isso me comove...
Embora eu tenha ficado órfão ainda na pré-adolescência; sempre tive a certeza do amor incondicional que meus pais tinham por mim. Fui filho amado, querido e ao contrário dos outros; eu fui bastante preservado dos maiores sofrimentos, gerados pela nossa condição econômica.
O filho caçula de uma prole grande, já vem com bonus extras, pois os pais estão mais preparados, e consequentemente mais tolerantes. A verdade é que o caçula, se for safo, leva sempre a melhor.... e ainda tem todos os outros para cuidar dele. Obrigado Deus por isso!

Mesmo tendo ficado órfão, ainda na adolescencia; eu jamais esperei que alguém tomasse conta dos meus próprios problemas. Desde muito cedo, eu busquei a minha independencia, atravéz da formação acadêmica. Não me considero , e nunca fui um peso para os meus irmãos. Mesmo porque; o que mais me faltava, eles jamais conseguiriam suprir...(Os pais são insubstituíveis; assim como os filhos). O que alguns fizeram por mim; teriam feito a qualquer outro; pois meus queridos irmãos aprenderam a generosidade no lar, e da mesma forma que eu aprendi. Porém cada um tem a sua própria forma de ver as coisas. Não é somente a questão sanguínea, que nos torna similares; mas a conduta ética espiritual.
Cheguei a não ser muito compreendido algumas vezes; pelo fato de eu me pautar, a partir das referências éticas, que me fora ensinada pelos meus anjos genitores. Eu nunca permiti quem quer que seja, dar palpite furado na minha vida... claro que bons conselhos são bem vindos. Porém; fórmulas prontas não entram no meu conceito psíquico espiritual... ou o que o valha!
Bem; vamos aos fatos...
Quando da nossa fuga da cidade de Santos para o vilarejo de pescadores, por conta das questões políticas; os meus tios e os meus primos, já moravam na vila que se chamaria mais tarde; Itapoá. Os meus tios foram os primeiros da nossa familia, a aportarem naquele lugar. Depois veio a minha mãe, com a nossa prole e por fim, veio meu querido herói de carne e osso; o meu pai.
Homem sério, comprometido, franco e objetivo; no tratamento social. O meu herói não tolerava hipocrisia ou pessoas maldosas. As nossas férias em Itapoá, era sempre uma grande celebração; pois em virtude do tamanho do nosso terreno e a localizaçao privilegiada; agregava amigos e parentes, oriundos de várias partes do país. Essa profusão cultural, era agregação de valor imensa para mim; que sempre fui atento a tais fatos.

Eu costumo dizer, que o povo lá de cima deve me amar muito; pois a proteção deles, a mim dispensada, é o meu maior tesouro neste planeta...


(Foto acervo familiar by Lee Bento)

Fotografias perdidas...


Segundo a minta tia; estes homens foram historicamente importantes. Este primeiro por exemplo; teria sido chefe do tesouro brasileiro em um determinado período.
Eu penso que vem daí a minha vertente acadêmica, a visão sociológica que me move e o meu interesse pela questão da condução da raça humana por ela mesma.
Existem coisas; que ninguém precisa ficar nos lembrando, que normalmente ficam guardadas pela existência e parecem impregnadas nos nossos espíritos, ou fazem parte do nosso DNA. Negar isto, é redundatemente ignorante; pois a inteligencia criadora, é infinitamente mais sábia do que possamos sequer; supor seu grau de complexidade. O grau ignorante da raça humana é tão viceral; que é digno de pena... "Maldito do homem que confia no homem.", isso é um princípio básico. Porém; devemos confiar no poder criador colocado nele. Na capacidade humana em aprender com seus erros e na revolução científica, desenvolvida e criada pelo homem. Afinal temos valores divinos e puramente humanos em nosso ser. Eu ousaria dizer; que para nós humanos, o grande feito da criação foi exatamente; a fusão entre a carne e o espírito. As velhas crenças ortodoxas e limitadas; não se sustentam sem fatos novos para valida-las. Jesus não foi mais carne, nem mais espírito que qualquer um de nós. Afinal; se ele disse que somos seus irmãos e filhos do pai dele; então somos verdadeiramente, a imagem e semelhança divina. Daí a relação com a espiritualidade deixa de ser hipócrita, se torna mais familiar e mais próxima de uma realidade mais aceitável. A raça humana trata Deus como algo sobrenatural; quando ele é simplesmente o nosso pai. Então é só trata-lo como tal.
Por que do contrário; nós ficaremos sempre colocando a espiritualidade no altar e a humanidade na lata do lixo. A mais pura realidade; é que somos todos farinha do mesmo saco. Temos o bem e o mal dentro de nós, somos deuses e demônios, somos feitos de silêncio e sons, gritos e sussurros, somos literalmente a dualidade existencial.
Não adianta querermos nos esconder atrás do nosso complexo de auto vitimismo, como é característica da covardia quase visceral humana. Nós temos a capacidade de atribuir a Deus tudo o que é bom e ao Diabo, tudo o que é ruim. E nós, qual é a nossa parcela nisso tudo mesmo? O livre arbítrio deveria limitar isso, não? Porém; nós esquecemos que somos poder decisivo na condução do planeta. Se nós mesmos não cuidarmos da nossa casa, quem fará por nós?
Como se diz brincando: "Ema, Ema, Ema; cada um deve assumir os seus problemas". Os outros podem no máximo colaborar conosco; tanto no plano terreno quanto no espiritual. Isto é um fato inegável; pois se não houver pré-disposição do necessitado, ninguém poderá ajuda-lo efetivamente! Mas também, as verdades não devem ser absolutas; já que as unanimidades, tendem á burrice coletiva.
Voltemos á história...
(Foto acervo familiar by Lee Bento)