Esta fotografia; é mais uma peça perdida do meu quebra-cabeça familiar. Eu sei apenas que este homem é mais um Souza, que é meu parente por parte de mãe, teria sido influente social e politicamente.Sem que eu me desse conta; as histórias acabaram chegando ao meu conhecimento. Seja através dos relatos familiares ou via documentos, como essas fotografias por exemplo. Na realidade, eu deveria fazer uma pesquisa antes de relatar aqui. Mas estes relatos, são a partir da minha visão particular, ficam mais interessante dessa forma. Pelo menos, para mim! Eu pretendo pesquisar a nossa árvore genealógica, para tentar descobrir onde estamos inseridos; como familaires direto de Tomé de Souza. A nossa ligação sanguínea é um fato, não nos resta dúvida. Porém; em qual momento isso acontece? E quem seriam os outros, que ficaram fora da notoriedade histórica? Que importancia eles também tiveram no desenrolar dos fatos históricos?
Quando criança eu adorava ouvir as histórias contadas pelos meus pais. O meu pai sempre foi voltado aos fatos históricos e políticos. A minha mãe era mais contida; era mulher simples, de fino trato, voltada a leitura e fazia papel de enfermeira, na vila de pescadores. Inclusive, fora responsável pelos relatórios semanais da igreja a qual frequentávamos. Sem perceber, eu aprendia observando estes exemplos diários. As pessoas que conheceram verdadeiramente, os meus genitores; rasgam elogios emocionados sobre eles. Isso me comove...
Embora eu tenha ficado órfão ainda na pré-adolescência; sempre tive a certeza do amor incondicional que meus pais tinham por mim. Fui filho amado, querido e ao contrário dos outros; eu fui bastante preservado dos maiores sofrimentos, gerados pela nossa condição econômica.
O filho caçula de uma prole grande, já vem com bonus extras, pois os pais estão mais preparados, e consequentemente mais tolerantes. A verdade é que o caçula, se for safo, leva sempre a melhor.... e ainda tem todos os outros para cuidar dele. Obrigado Deus por isso!
Mesmo tendo ficado órfão, ainda na adolescencia; eu jamais esperei que alguém tomasse conta dos meus próprios problemas. Desde muito cedo, eu busquei a minha independencia, atravéz da formação acadêmica. Não me considero , e nunca fui um peso para os meus irmãos. Mesmo porque; o que mais me faltava, eles jamais conseguiriam suprir...(Os pais são insubstituíveis; assim como os filhos). O que alguns fizeram por mim; teriam feito a qualquer outro; pois meus queridos irmãos aprenderam a generosidade no lar, e da mesma forma que eu aprendi. Porém cada um tem a sua própria forma de ver as coisas. Não é somente a questão sanguínea, que nos torna similares; mas a conduta ética espiritual.
Cheguei a não ser muito compreendido algumas vezes; pelo fato de eu me pautar, a partir das referências éticas, que me fora ensinada pelos meus anjos genitores. Eu nunca permiti quem quer que seja, dar palpite furado na minha vida... claro que bons conselhos são bem vindos. Porém; fórmulas prontas não entram no meu conceito psíquico espiritual... ou o que o valha!
Bem; vamos aos fatos...
Quando da nossa fuga da cidade de Santos para o vilarejo de pescadores, por conta das questões políticas; os meus tios e os meus primos, já moravam na vila que se chamaria mais tarde; Itapoá. Os meus tios foram os primeiros da nossa familia, a aportarem naquele lugar. Depois veio a minha mãe, com a nossa prole e por fim, veio meu querido herói de carne e osso; o meu pai. Homem sério, comprometido, franco e objetivo; no tratamento social. O meu herói não tolerava hipocrisia ou pessoas maldosas. As nossas férias em Itapoá, era sempre uma grande celebração; pois em virtude do tamanho do nosso terreno e a localizaçao privilegiada; agregava amigos e parentes, oriundos de várias partes do país. Essa profusão cultural, era agregação de valor imensa para mim; que sempre fui atento a tais fatos.
Eu costumo dizer, que o povo lá de cima deve me amar muito; pois a proteção deles, a mim dispensada, é o meu maior tesouro neste planeta...
(Foto acervo familiar by Lee Bento)


