quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meus avós maternos...


Os pais da minha mãe, foram casados por mais de sessenta anos e faleceram quando eu ainda era bebe.
Os conheço apenas por esta fotografia, tirada a partir de um quadro muito antigo e pelos relatos familiares. Eles faleceram com menos de um ano de diferença um do outro.

Ela chamava-se, Ester Noêmia de Souza, o meu avo chamava-se; Antonio Luiz de Souza, e eram primos.

Forte para uma família protestante daqula época; não?

Eu penso que todas as famílias tem histórias incomparáveis. Porém; a nossa familia, tem correlação claramente perceptível, com alguns fatos históricos e bastaste importantes. A história dos meus avós maternos, não era tão diferente da história de Tomé de Souza; que era filho bastardo, e deu no que deu. Sinal que a fórmula vem dando bons resultados...

Segundo a lenda familiar, os meus avós maternos, não aprovavam a relação dos meus pais.

Quando jovem, o meu pai não tinha boa fama, era do sul do estado de Santa Catarina e teria deixado a casa dos pais, ainda adolescente. Segundo ele mesmo; nunca mais voltou lá.

As dificuldades econômicas da nossa família eram imensas; e para falar a verdade, nós éramos os primos pobres. Mas os nossos pais, foram dotados com a maior das riquezas. O que me faltou economicamente; sobrou na formação cotidiana. O nosso núcleo sacrificava-se, em prol dos estudos daqueles que se pré dispunham a estudar. Eu quando criança, ouvi muitas vezes os nossos parentes dizerem, que os meus pais, mal tinham dinheiro para comer; como queriam formar doutores? Eles não percebiam que a formação, é o maior tesouro a ser deixado para um filho. Poder formar a um indivíduo, é tão nobre quanto ganhar um premio Nobel .Alguns dos meus irmãos reclamam, pelo sacrifício que fizeram em prol uns dos outros; mas todos tiveram a oportunidade da escolha. Tudo o que eu considero importante; também procuro agregar maior valor. As outras pessoas podem facilitar, ou complicar a vida da gente; depende de como eu desperto isso nos outros. Nós devemos sinalizar, as nossas reais intenções, necessidades e procurar identificar, se o outro está disposto, ou capacitado para nos ajudar. Essa forma de atuação, poupa conflitos futuros. Afinal; um bombeiro mal prepado é sinônimo de homicídio duplo.

Todas as coisas que deram certo realmente na minha vida; partiu de uma ação objetivada por mim mesmo. O meu pai costumava dizer: "Quem quer faz; quem não quer manda fazer."

Não sou dado a reclamações; penso ser perda de tempo. Enquanto reclamos; também gastamos energia desnecessária; porque o reclamisto, tende a se tornar crônico, e sem o menor efeito prático.
"Quem reclama muito; faz pouco...".
"Todo excesso, tende á nocividade...".
"Até Deus demais é nocivo..." e etc...
Efim; exemplos não faltam.
Se nos desarmarmos, se percebermos as coisas, de maneira menos preconceituosa, ou menos empoderada, da nossa própria verdade; também perceberemos, que a vida é mais fácil e mais prazeirosa, do que nós imaginávamos.
Viver é uma arte; e viver na sociedade humana, é a arte mais dificil...

Existe tipos humanos, que atribuem aos outros, os seus próprios males, as suas dores e culpas. Estes são sempre as vítimas de plantão; tipo "Olha o que fulano fez comigo!". Na realidade o fulano não fez nada; somos nós mesmos, quem permitimos que o outro atue dessa forma conosco. Somos todos antenas captando sinais; e se não estivermos bem posicionados; acabamos captando só chuvisco. Quem normalmente, fala mal de alguém para você; também vai falar mal de você para alguém; porque essa é a dinâmica dos mal intencionados de plantão. A fofóca é vista nas instituições; como o ranso crônico da gestão. Ela não escolhe nível social e invariavelmente, todos tem culpa. Tanto quem fala quanto quem se permite escutar. Portanto; não dar audiência e não repassar fofóca, é conduta extremamente salutar, por configurar etiqueta sóciocultural, e postura ética adequada.

Bom; agora eu devo realmente entrar na nossa odisseia familiar...

A minha participação efetiva na história, começa naquela travessia turbulenta para Itapoá SC.






(Foto Meus avós acervo familiar by Lee Bento)

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