
Após a chegada do meu pai; nós fomos morar numa pequena casa de madeira, em frente a segunda pedra e ao lado do rio que margeava a parte norte do terreno. Exatamente na direção do sol...
Se você prestar atenção nesta fotografia, vai perceber a direita e mais a frente; uma pequena ilha á beira mar.
Este passou a ser o nosso endereço no paraiso...
Este passou a ser o nosso endereço no paraiso...
Quanto tempo havia se passado, não me era claro naqueles dias. Na verdade; eu só me dei conta de que este novo endereço era verdadeiramente nosso; bem mais tarde. Os meus pai e meus tios, haviam construido uma pequena casa e fomos morar lá.
A medida que o tempo passava, eu percebia que nós habitávamos um oásis e sempre valorizei cada metro quadrado daquele lugar. Sem levar em conta; eu também aprendia com a dinâmica do desenvolvimento cultural, social, econômico e político do local. Mesmo sem saber que a questão acadêmica, me contemplaria com essa vertente; mais tarde!
Os meus primeiros mestres, foram sem dúvida, os meus genitores...
Havia alguns generosos no ofício de ensinar, que nos ministravam aulas na vila.
O meu primeiro professor primário, foi o "Seu Zézinho"; depois tivemos como professora, a esposa do meu primo, a Lourdes. Tempos depois foi criada uma escola primária, pela prefeitura da cidade de Garuva; exatamente nos fundos do nosso terreno.
Será que eu poderia ser infeliz?
De frente nós tinhamos uma ilha á beira mar, do lado norte o rio e nos fundos a escola.
A natureza exuberante nos contemplava, como se pretendesse nos proteger de um futuro turbulento...
As caminhadas na areia branquinha da praia, era uma experiência indescritível, para uma criança ávida por conhecimento como eu. Penso que vem daí a minha vontade de ter estudado Oceanografia. Não estudei Medicina, nem Oceanografia, por serem cursos proibidos aos desabonados econômicamente.
Não se trata de lamentação, mas constatação; mesmo porque, eu estou satisfeito com a carreira que escolhi.
A gratidão era discurso largo, no nosso núcleo familiar e a disciplina paterna, principalmente; era bastante rígida.
A minha mãe era a doçura apimentada cristã; e o meu pai a disciplina militarizada.
Nestas circunstâncias, a vida fluia quase naturalmente para mim; garoto levado e saudável em todos os sentidos.
Hoje eu percebo que algum tipo de proteção, me livrara do ranso natural e adulto da família. Afinal; eu fora filho temporão e numca percebi em meus pais, os vilões que alguns pintavam. Todos temos o direito da manifestação clara e democrática; como faço eu agora, não é?
Penso que a ética, deveria ser o mandamento número zero, que as pessoas deveriam olhar para elas mesmas, antes de emitir opniões embasadas no achismo pouco fundamentado.
As adversidades no Paraíso...
(Foto Itapoá by net)


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