terça-feira, 14 de abril de 2009

Crescendo e aprendendo...


Após a chegada do meu pai; nós fomos morar numa pequena casa de madeira, em frente a segunda pedra e ao lado do rio que margeava a parte norte do terreno. Exatamente na direção do sol...

Se você prestar atenção nesta fotografia, vai perceber a direita e mais a frente; uma pequena ilha á beira mar.
Este passou a ser o nosso endereço no paraiso...

Quanto tempo havia se passado, não me era claro naqueles dias. Na verdade; eu só me dei conta de que este novo endereço era verdadeiramente nosso; bem mais tarde. Os meus pai e meus tios, haviam construido uma pequena casa e fomos morar lá.

A medida que o tempo passava, eu percebia que nós habitávamos um oásis e sempre valorizei cada metro quadrado daquele lugar. Sem levar em conta; eu também aprendia com a dinâmica do desenvolvimento cultural, social, econômico e político do local. Mesmo sem saber que a questão acadêmica, me contemplaria com essa vertente; mais tarde!

Os meus primeiros mestres, foram sem dúvida, os meus genitores...

Havia alguns generosos no ofício de ensinar, que nos ministravam aulas na vila.
O meu primeiro professor primário, foi o "Seu Zézinho"; depois tivemos como professora, a esposa do meu primo, a Lourdes. Tempos depois foi criada uma escola primária, pela prefeitura da cidade de Garuva; exatamente nos fundos do nosso terreno.

Será que eu poderia ser infeliz?
De frente nós tinhamos uma ilha á beira mar, do lado norte o rio e nos fundos a escola.
A natureza exuberante nos contemplava, como se pretendesse nos proteger de um futuro turbulento...
As caminhadas na areia branquinha da praia, era uma experiência indescritível, para uma criança ávida por conhecimento como eu. Penso que vem daí a minha vontade de ter estudado Oceanografia. Não estudei Medicina, nem Oceanografia, por serem cursos proibidos aos desabonados econômicamente.
Não se trata de lamentação, mas constatação; mesmo porque, eu estou satisfeito com a carreira que escolhi.
A gratidão era discurso largo, no nosso núcleo familiar e a disciplina paterna, principalmente; era bastante rígida.
A minha mãe era a doçura apimentada cristã; e o meu pai a disciplina militarizada.
Nestas circunstâncias, a vida fluia quase naturalmente para mim; garoto levado e saudável em todos os sentidos.
Hoje eu percebo que algum tipo de proteção, me livrara do ranso natural e adulto da família. Afinal; eu fora filho temporão e numca percebi em meus pais, os vilões que alguns pintavam. Todos temos o direito da manifestação clara e democrática; como faço eu agora, não é?
Penso que a ética, deveria ser o mandamento número zero, que as pessoas deveriam olhar para elas mesmas, antes de emitir opniões embasadas no achismo pouco fundamentado.
As adversidades no Paraíso...
(Foto Itapoá by net)

quarta-feira, 8 de abril de 2009

A vida no paraiso...




Quando nós aportamos aqui; a vila era distrito da cidade de Garuva SC.



Nesta pequena praia interna e repleta de vida marinha; foi que eu ainda um pequeno ser, me atrevi a dar as minhas primeiras braçadas. Hoje eu não sou o tipo melancólico saudoso; justamente por ter vivido cada periodo da minha vida, com verdade e valorização. Mesmo sem ter me dado conta disso, anteriormente!

Segundo a minha vaga lembrança; havia um cartório, entre as vilas de Itapema e Itapoá, onde trabalhava a minha prima. Existiam várias vilas, umas distantes das outras, que com a emancipação, passaram a constar como bairros. Lembro-me da ordem das vilas, no sentido norte sul. Primeiro vinha Barra do Saí, que fica na fóz do rio Saí Mirim, e faz divisa com o estado do Paraná; depois Itapema, que sem dúvida, para mim é a mais linda. Em seguida vem Itapoá, Pontal e Figueira.
Óbviamente, existia outros vilarejos menores; mas por uma questão de objetividade, não quero me alongar na descrição pormenorizada, da situação geopolítica do lugar.
Nos anos sessenta; residiam aqui, aproximadamente, duas dúzias de famílias. A pequena população, vivia basicamente da pesca, da agricultura de subsistência e suas manufaturas. Existiam emgenhos para fabricação de farinha e bejús, á partir da mandióca. Os escambos; era uma forma muito comum de comércio na região e os produtos industrializados; vinham de São Francisco do Sul, através das canoas que faziam esta travessia semanalmente.
Eu penso; que jamais reclamarei da minha estadia neste plano terreno, sinto que
sou de fato privilegiado; tanto pelo núcleo onde fui gerado, como pelos amigos anjos, que habitam este planeta comigo; ou ainda pelos lugares onde morei...

Sempre que as grandes dificuldades se apresentavam; invariavelmente, eu estava de frente para algum paraiso...Nos primeiros anos da minha existência; a realidade do mundo externo, me parecia meio distante; como uma vaga lembrança do meu subconsciente infantil.


Também; quem quer saber do passado, quando se vive no paraíso?


Numa certa manhã; eu fui apresentado a um homem esguio, que era para mim, totalmente desconhecido... Aquela figura, marcada pelo tempo e pelas dificuldades da vida; era o meu pai que retornara ao lar. Eu não me dei conta disto; em virtude da inexistência do referencial anterior de paternidade. Não por culpa dele nescessariamente; mas porque a vida estava se apresentando daquela forma, naquele momento...

Existem coisas que você muda; outras aprende a conviver, da maneira mais saudável possível.

O meu pai; foi um homem pouco compreendido por alguns, respeitado pela maioria e da mesma forma que eu; não perdoava os maldosos de plantão...


Algumas vezes; o exercício do perdão é necessário, para que as feridas deixadas pela mágoa; cicatrizem e não se tornem crônicas. Nós temos maior capacidade de acusação; do que a do perdão... Nos colocarmos no lugar do outro; na maioria das vezes, amplia as nossas possibilidade de compreesão do todo. O modelo mentiroso, irresponsável, difamador e acusatório; tende a contaminar os próprios disseminadores desta conduta mesquinha, que é dígna de pena!


Jesus disse: "Pai; perdoa-os, porque eles não sebem o que fazem". Devemos procurar identificar, a que Deus interior nós obedecemos; pois as duas modalidades, coexistem dentro de cada um de nós. Se alimentarmos a nossa féra interior; a próxima vítima, fatalmente será nós mesmos.


Quem não consegue ser bom filho, jamais será pró-ativo ou agragador socialmente; pois respeitar os pais, é mandamento bíblico e configura valor moral e caráter. Se não formos gratos, com quem nos trouxe á existência; vamos ser gratos com quem; mesmo?!


Crescendo e aprendendo...

(Foto "Primeira pedra -Itapoá" by Lee)

sábado, 4 de abril de 2009

Travessia turbulenta...


Depois daquela famigerada travessia; a pequena canoa aportava neste paraiso. me recordo de ter sentido mais frio do que verdadeiramente medo.
Em virtude da tenra idade; eu percebia de forma pouco clara, os momentos de perigo que nós havíamos passado; era um sentimento mais parecido com um sonho do que a noção exata da realidade.
A forma afetiva e acolhedora da minha heroina, sempre agragava uma paz inenarrável; ainda hoje eu sinto uma saudade acolhedora a me protejer, quando penso no espírito leve da minha mãe...
Quando aportamos aqui, não havia estradas e todo acesso era feito pela praia ou pelo mar.
Naquela época, este paraiso era uma fantástica vila de pescadores; e preservada quase na sua totalidade.
A providencia existencial, havia escolhido um verdadeiro paraiso para nos hospedar. A nossa prole desembarcou nesta praia, como se estivessemos sendo preservados de alguma forma. Já que a ditadura militar, tornava-se cada dia mais violenta nas grandes cidades.
A proteção espiritual dava provas reais, de preservação da nossa numerosa, e agora separada familia...
Eu não conhecia as minhas irmãs mais velhas, nem mesmo o meu heroi de carne e osso. Como eles haviam ficado na ciadade de Santos; também tinham ficado de fora, da minha noção de abrangencia familiar. O meu núcleo familiar até então, era a minha mãe, meus quatro irmãos, meus tios que já moravam na vila, meu primo, minha prima e eu.
A minha noção existencial mais remota; resume-se a fleshes de acontecimentos, e não uma noção real de tempo. Estranho isso... será que é assim com todo mundo? A gente só solidica essa noção de tempo e espaço, após uma certa idade mesmo; né?
Quem ainda não conhece Itapoá; eu peço que volte na foto á cima, e identifique os tres pontos principais, que são características marcantes do lugar. O primeiro a direita é uma das tres pedras, que avançam mar á dentro, e tem piscinas naturais com uma profusão de vida marinha de toda ordem.
Na realidade, são quatro ilhas; tres delas estão á beira mar e distantes umas das outras, na ordem de quinhentos metros; a quarta fica aproximadamente, a um kilômetro da costa e para mim, é a mais bela.

Habitando o paraíso...

(Foto Itapoá atualmente-by net)

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Meus avós maternos...


Os pais da minha mãe, foram casados por mais de sessenta anos e faleceram quando eu ainda era bebe.
Os conheço apenas por esta fotografia, tirada a partir de um quadro muito antigo e pelos relatos familiares. Eles faleceram com menos de um ano de diferença um do outro.

Ela chamava-se, Ester Noêmia de Souza, o meu avo chamava-se; Antonio Luiz de Souza, e eram primos.

Forte para uma família protestante daqula época; não?

Eu penso que todas as famílias tem histórias incomparáveis. Porém; a nossa familia, tem correlação claramente perceptível, com alguns fatos históricos e bastaste importantes. A história dos meus avós maternos, não era tão diferente da história de Tomé de Souza; que era filho bastardo, e deu no que deu. Sinal que a fórmula vem dando bons resultados...

Segundo a lenda familiar, os meus avós maternos, não aprovavam a relação dos meus pais.

Quando jovem, o meu pai não tinha boa fama, era do sul do estado de Santa Catarina e teria deixado a casa dos pais, ainda adolescente. Segundo ele mesmo; nunca mais voltou lá.

As dificuldades econômicas da nossa família eram imensas; e para falar a verdade, nós éramos os primos pobres. Mas os nossos pais, foram dotados com a maior das riquezas. O que me faltou economicamente; sobrou na formação cotidiana. O nosso núcleo sacrificava-se, em prol dos estudos daqueles que se pré dispunham a estudar. Eu quando criança, ouvi muitas vezes os nossos parentes dizerem, que os meus pais, mal tinham dinheiro para comer; como queriam formar doutores? Eles não percebiam que a formação, é o maior tesouro a ser deixado para um filho. Poder formar a um indivíduo, é tão nobre quanto ganhar um premio Nobel .Alguns dos meus irmãos reclamam, pelo sacrifício que fizeram em prol uns dos outros; mas todos tiveram a oportunidade da escolha. Tudo o que eu considero importante; também procuro agregar maior valor. As outras pessoas podem facilitar, ou complicar a vida da gente; depende de como eu desperto isso nos outros. Nós devemos sinalizar, as nossas reais intenções, necessidades e procurar identificar, se o outro está disposto, ou capacitado para nos ajudar. Essa forma de atuação, poupa conflitos futuros. Afinal; um bombeiro mal prepado é sinônimo de homicídio duplo.

Todas as coisas que deram certo realmente na minha vida; partiu de uma ação objetivada por mim mesmo. O meu pai costumava dizer: "Quem quer faz; quem não quer manda fazer."

Não sou dado a reclamações; penso ser perda de tempo. Enquanto reclamos; também gastamos energia desnecessária; porque o reclamisto, tende a se tornar crônico, e sem o menor efeito prático.
"Quem reclama muito; faz pouco...".
"Todo excesso, tende á nocividade...".
"Até Deus demais é nocivo..." e etc...
Efim; exemplos não faltam.
Se nos desarmarmos, se percebermos as coisas, de maneira menos preconceituosa, ou menos empoderada, da nossa própria verdade; também perceberemos, que a vida é mais fácil e mais prazeirosa, do que nós imaginávamos.
Viver é uma arte; e viver na sociedade humana, é a arte mais dificil...

Existe tipos humanos, que atribuem aos outros, os seus próprios males, as suas dores e culpas. Estes são sempre as vítimas de plantão; tipo "Olha o que fulano fez comigo!". Na realidade o fulano não fez nada; somos nós mesmos, quem permitimos que o outro atue dessa forma conosco. Somos todos antenas captando sinais; e se não estivermos bem posicionados; acabamos captando só chuvisco. Quem normalmente, fala mal de alguém para você; também vai falar mal de você para alguém; porque essa é a dinâmica dos mal intencionados de plantão. A fofóca é vista nas instituições; como o ranso crônico da gestão. Ela não escolhe nível social e invariavelmente, todos tem culpa. Tanto quem fala quanto quem se permite escutar. Portanto; não dar audiência e não repassar fofóca, é conduta extremamente salutar, por configurar etiqueta sóciocultural, e postura ética adequada.

Bom; agora eu devo realmente entrar na nossa odisseia familiar...

A minha participação efetiva na história, começa naquela travessia turbulenta para Itapoá SC.






(Foto Meus avós acervo familiar by Lee Bento)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Peça de quebra-cabeça...

Esta fotografia; é mais uma peça perdida do meu quebra-cabeça familiar. Eu sei apenas que este homem é mais um Souza, que é meu parente por parte de mãe, teria sido influente social e politicamente.
Sem que eu me desse conta; as histórias acabaram chegando ao meu conhecimento. Seja através dos relatos familiares ou via documentos, como essas fotografias por exemplo. Na realidade, eu deveria fazer uma pesquisa antes de relatar aqui. Mas estes relatos, são a partir da minha visão particular, ficam mais interessante dessa forma. Pelo menos, para mim! Eu pretendo pesquisar a nossa árvore genealógica, para tentar descobrir onde estamos inseridos; como familaires direto de Tomé de Souza. A nossa ligação sanguínea é um fato, não nos resta dúvida. Porém; em qual momento isso acontece? E quem seriam os outros, que ficaram fora da notoriedade histórica? Que importancia eles também tiveram no desenrolar dos fatos históricos?
Quando criança eu adorava ouvir as histórias contadas pelos meus pais. O meu pai sempre foi voltado aos fatos históricos e políticos. A minha mãe era mais contida; era mulher simples, de fino trato, voltada a leitura e fazia papel de enfermeira, na vila de pescadores. Inclusive, fora responsável pelos relatórios semanais da igreja a qual frequentávamos. Sem perceber, eu aprendia observando estes exemplos diários. As pessoas que conheceram verdadeiramente, os meus genitores; rasgam elogios emocionados sobre eles. Isso me comove...
Embora eu tenha ficado órfão ainda na pré-adolescência; sempre tive a certeza do amor incondicional que meus pais tinham por mim. Fui filho amado, querido e ao contrário dos outros; eu fui bastante preservado dos maiores sofrimentos, gerados pela nossa condição econômica.
O filho caçula de uma prole grande, já vem com bonus extras, pois os pais estão mais preparados, e consequentemente mais tolerantes. A verdade é que o caçula, se for safo, leva sempre a melhor.... e ainda tem todos os outros para cuidar dele. Obrigado Deus por isso!

Mesmo tendo ficado órfão, ainda na adolescencia; eu jamais esperei que alguém tomasse conta dos meus próprios problemas. Desde muito cedo, eu busquei a minha independencia, atravéz da formação acadêmica. Não me considero , e nunca fui um peso para os meus irmãos. Mesmo porque; o que mais me faltava, eles jamais conseguiriam suprir...(Os pais são insubstituíveis; assim como os filhos). O que alguns fizeram por mim; teriam feito a qualquer outro; pois meus queridos irmãos aprenderam a generosidade no lar, e da mesma forma que eu aprendi. Porém cada um tem a sua própria forma de ver as coisas. Não é somente a questão sanguínea, que nos torna similares; mas a conduta ética espiritual.
Cheguei a não ser muito compreendido algumas vezes; pelo fato de eu me pautar, a partir das referências éticas, que me fora ensinada pelos meus anjos genitores. Eu nunca permiti quem quer que seja, dar palpite furado na minha vida... claro que bons conselhos são bem vindos. Porém; fórmulas prontas não entram no meu conceito psíquico espiritual... ou o que o valha!
Bem; vamos aos fatos...
Quando da nossa fuga da cidade de Santos para o vilarejo de pescadores, por conta das questões políticas; os meus tios e os meus primos, já moravam na vila que se chamaria mais tarde; Itapoá. Os meus tios foram os primeiros da nossa familia, a aportarem naquele lugar. Depois veio a minha mãe, com a nossa prole e por fim, veio meu querido herói de carne e osso; o meu pai.
Homem sério, comprometido, franco e objetivo; no tratamento social. O meu herói não tolerava hipocrisia ou pessoas maldosas. As nossas férias em Itapoá, era sempre uma grande celebração; pois em virtude do tamanho do nosso terreno e a localizaçao privilegiada; agregava amigos e parentes, oriundos de várias partes do país. Essa profusão cultural, era agregação de valor imensa para mim; que sempre fui atento a tais fatos.

Eu costumo dizer, que o povo lá de cima deve me amar muito; pois a proteção deles, a mim dispensada, é o meu maior tesouro neste planeta...


(Foto acervo familiar by Lee Bento)

Fotografias perdidas...


Segundo a minta tia; estes homens foram historicamente importantes. Este primeiro por exemplo; teria sido chefe do tesouro brasileiro em um determinado período.
Eu penso que vem daí a minha vertente acadêmica, a visão sociológica que me move e o meu interesse pela questão da condução da raça humana por ela mesma.
Existem coisas; que ninguém precisa ficar nos lembrando, que normalmente ficam guardadas pela existência e parecem impregnadas nos nossos espíritos, ou fazem parte do nosso DNA. Negar isto, é redundatemente ignorante; pois a inteligencia criadora, é infinitamente mais sábia do que possamos sequer; supor seu grau de complexidade. O grau ignorante da raça humana é tão viceral; que é digno de pena... "Maldito do homem que confia no homem.", isso é um princípio básico. Porém; devemos confiar no poder criador colocado nele. Na capacidade humana em aprender com seus erros e na revolução científica, desenvolvida e criada pelo homem. Afinal temos valores divinos e puramente humanos em nosso ser. Eu ousaria dizer; que para nós humanos, o grande feito da criação foi exatamente; a fusão entre a carne e o espírito. As velhas crenças ortodoxas e limitadas; não se sustentam sem fatos novos para valida-las. Jesus não foi mais carne, nem mais espírito que qualquer um de nós. Afinal; se ele disse que somos seus irmãos e filhos do pai dele; então somos verdadeiramente, a imagem e semelhança divina. Daí a relação com a espiritualidade deixa de ser hipócrita, se torna mais familiar e mais próxima de uma realidade mais aceitável. A raça humana trata Deus como algo sobrenatural; quando ele é simplesmente o nosso pai. Então é só trata-lo como tal.
Por que do contrário; nós ficaremos sempre colocando a espiritualidade no altar e a humanidade na lata do lixo. A mais pura realidade; é que somos todos farinha do mesmo saco. Temos o bem e o mal dentro de nós, somos deuses e demônios, somos feitos de silêncio e sons, gritos e sussurros, somos literalmente a dualidade existencial.
Não adianta querermos nos esconder atrás do nosso complexo de auto vitimismo, como é característica da covardia quase visceral humana. Nós temos a capacidade de atribuir a Deus tudo o que é bom e ao Diabo, tudo o que é ruim. E nós, qual é a nossa parcela nisso tudo mesmo? O livre arbítrio deveria limitar isso, não? Porém; nós esquecemos que somos poder decisivo na condução do planeta. Se nós mesmos não cuidarmos da nossa casa, quem fará por nós?
Como se diz brincando: "Ema, Ema, Ema; cada um deve assumir os seus problemas". Os outros podem no máximo colaborar conosco; tanto no plano terreno quanto no espiritual. Isto é um fato inegável; pois se não houver pré-disposição do necessitado, ninguém poderá ajuda-lo efetivamente! Mas também, as verdades não devem ser absolutas; já que as unanimidades, tendem á burrice coletiva.
Voltemos á história...
(Foto acervo familiar by Lee Bento)